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Suspensão de compra de carne de frango pela China: Paraná ressalta protocolos de segurança na produção do estado |
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Data: 17/05/2025
País anunciou suspensão temporária por 60 dias após caso de gripe aviária ser registrado no RS. Autoridades do Paraná acompanham o caso para avaliar possíveis impactos da decisão no estado
Por G1 Paraná
O Governo do Paraná informou que aumentou as ações de vigilância e biossegurança no estado após a confirmação do primeiro foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.
Nesta sexta-feira (16), segundo o Ministério da Agricultura, a China anunciou que vai interromper a compra de carne de frango do Brasil por 60 dias.
Atualmente, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura (SEAB), o Paraná é o maior produtor e exportador de carne de frango do país.
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) informou que não há qualquer registro de casos suspeitos ou confirmados da doença no estado. O foco confirmado permanece isolado no estado gaúcho, também conforme a Adapar.
"Nós nunca tivemos registro de caso [gripe aviária] na agricultura comercial, mas o Paraná já registrou 13 casos de influenza aviária em aves silvestres no litoral em 2024. Nós seguimos com monitoramento forte em cima dessas aves", disse Rafael Gonçalves Dias, chefe do departamento de Saúde Animal da Adapar.
A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e ovos, disse o Ministério da Agricultura.
Pausa nas exportações
O Ministério da Agricultura informou que o Japão, os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita também devem restringir a compra de carne de frango, mas, até o momento, somente do estado do Rio Grande do Sul.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que o Brasil tem protocolos com outros países que bloqueiam a exportação de carne de frango brasileira apenas das regiões onde foi detectado o foco de gripe aviária.
Os países com os quais o Brasil tem esse protocolo são: Reino Unido, Japão, Argentina, Emirados Árabes e Arábia Saudita.
Contudo, a China e a Comunidade Europeia restringem todo o Brasil, segundo Fávaro.
Rafael Dias acredita que o Ministério da Agricultura deve estar em tratativas para reverter a situação.
"O Ministério da Agricultura já deve ter iniciado as tratativas pra tentar reverter. Quanto mais transparência nesse processo, mas rápida é feita a reversão dessa suspensão, principalmente do mercado chinês", disse.
Em nota, o Ministério da Agricultura confirmou que está tomando medidas necessárias sobre o caso.
"As medidas de contenção e erradicação do foco previstas no plano nacional de contingência já foram iniciadas e visam não somente debelar a doença, mas também manter a capacidade produtiva do setor, garantindo o abastecimento e, assim, a segurança alimentar da população", afirmou.
Reforço nos protocolos
O Governo do Paraná também comunicou que reforçou os protocolos existentes junto aos frigoríficos e estabelecimentos avícolas, determinando a intensificação das medidas de biosseguridade.
"O Estado mantém um sistema de vigilância ativa em estabelecimentos de avicultura comercial e de subsistência, além de capacitação contínua dos servidores envolvidos na defesa sanitária animal", disse a nota.
A Adapar informou ainda que, desde o primeiro alerta, está adotando diversas ações preventivas e de vigilância epidemiológica, como:
Monitoramento contínuo de aves silvestres;
Vigilância ativa em estabelecimentos de avicultura comercial e de subsistência;
Capacitação contínua dos servidores envolvidos na defesa sanitária animal;
Integração com órgãos de controle e com o setor produtivo para pronta resposta a eventuais ocorrências.
Principais sinais clínicos da IAAP em aves incluem:
Mortalidade aguda e elevada;
Sinais respiratórios (tosse, espirros, dificuldade respiratória);
Alterações neurológicas (torcicolo, tremores, falta de coordenação motora).
Recomendações:
Qualquer suspeita da doença deve ser comunicada imediatamente à ADAPAR;
Reforçar o uso de barreiras sanitárias, controle de acesso, desinfecção de veículos e equipamentos, entre outras medidas de biosseguridade;
Evitar o contato de aves comerciais com aves silvestres;
Suspender visitas não essenciais às granjas.
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